SINAIS DE UM NOVO TEMPO

Como contribuir para que o nosso planeta se desenvolva eticamente, para que alcancemos a tão propalada justiça social?

Será necessário romper com a ordem jurídica?

Sim! Mas que ela seja fruto da ética, da educação.

Lei, por si só, não tem o poder de alterar as circunstâncias que vivemos. “…As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada[1].

Então, a nosso ver, esta proposta de plebiscito é para enganar o povo, e ganhar mais tempo.

Salvo as honrosas exceções, os políticos aguardam ansiosamente que estes movimentos de indignação popular caiam no esquecimento, para continuarem na farra que lhes é familiar. Todavia, quando o indivíduo assumir sua responsabilidade como homem político nenhuma manifestação será febril

O progresso eficaz e até mesmo a revolução profícua decorrem da educação a propiciar contínuo desenvolvimento harmônico das faculdades humanas, seja do ponto de vista físico, intelectual, psíquico e moral.

Testemunharemos UM NOVO TEMPO, em que todo e qualquer indivíduo sentirá vergonha de ser corrupto, desonesto, dissimulado, vampiro dos recursos humanos, públicos e ecológicos.

Deus sempre esteve no leme. Agora o homem desfruta de pouco tempo para demonstrar que merece continuar vivendo neste orbe.

E a mudança se sucederá, a começar por profunda modificação na estrutura do Poder, fruto da assunção de responsabilidades sociais pelos cidadãos. Este ambiente fomentará o investimento efetivo na educação, saúde pública, etc..

Não ocorrerá a modificação do planeta sem o aprimoramento do homem, nem que os ‘renitentes’ sejam impedidos de renascer na Terra, com a paulatina encarnação de espíritos comprometidos com o bem comum. E este processo já se iniciou.

Estamos fadados, predestinados a alcançar esta meta.

Então, tomamos a liberdade para profetizar alguns avanços, indispensáveis ao desenvolvimento social.

Um novo tempo se aproxima em que a postura do cidadão será outra, bem diferente da que testemunhamos até hoje.

Eis, assim, algumas transformações necessárias a um mundo melhor.

Muito próximo o tempo em que:

  1. O indivíduo descobrirá que as manifestações populares representam o início de nova mentalidade do cidadão. E que isso não basta. Ficará evidente para o cidadão de que se torna indispensável não só externar os anseios nas ruas, nas urnas. Sobretudo, sentirá necessidade de participar, sobretudo, das reuniões partidárias, com fiscal de eventuais candidatos políticos, com assiduidade correlata ao comparecimento às Igrejas e aos clubes recreativos. Notará que não há como votar bem se a candidatura continuar sendo aprovada às ocultas, de forma desavisada, sem qualquer fiscalização, facilitando o caminho das pessoas mal intencionadas na vida pública.

  2. O eleitor centralizará a atenção nas propostas do candidato, olhando com reserva a conduta do político que use de anedotas, brincadeiras, técnicas demagógicas, a fim de angariar a simpatia do administrado/eleitor, inclusive por meio de tapinhas nas costas, abraços efusivos, promessas infundadas, atitudes mistificadoras. 

  3. As autoridades fiscalizadoras não serão nomeadas pelos agentes políticos submetidos à sua fiscalização e julgamento. Sim, aproxima-se o tempo em que o Procurador Geral da República, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, bem como o Procurador-Geral de Justiça não serão mais nomeados pelo Presidente da República e pelos Governadores de cada estado, ocasião em que os referidos cargos serão assumidos sem qualquer indevida interferência de outro poder.

  4. Ocorrerá a revisão do primado constitucional de que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” (LVII, artigo 5º, CRFB), quando a presunção de inocência deixará de existir a partir da primeira condenação judicial, impossibilitando, assim, o indivíduo de se candidatar até que consiga a absolvição perante o Poder Judiciário.

  5. Não será considerada prova ilícita a obtida pelo avanço tecnológico, como câmeras, filmagens, pardais eletrônicos, etc., salvo as situações de Segurança Nacional e da moradia, como asilo inviolável. O cidadão, o indivíduo ético, não se intimida com qualquer dispositivo técnico — mesmo às ocultas —, pois sabe que a sua conduta já se encontra vinculada à própria consciência.

  6. Os magistrados, desembargadores, Ministros de Estado, promotores de justiça, visitarão as penitenciárias, os hospitais, os asilos, as entidades educacionais, dispensarão atenção às partes em litígio no processo, para mergulhar na realidade que julga, e que deste mergulho advenha a decisão justa e equânime, subordinando a lei em sentido estrito aos princípios estampados na Constituição e/ou em Tratados Internacionais na defesa da dignidade humana.

  7. A atividade do julgador não será delegada a terceiros, isto é, repassada exclusivamente para assessores, porquanto o julgador assumirá o dever de, senão redigir, pelo menos fiscalizar o teor das decisões a influenciar na vida do jurisdicionado.

  8. O advogado cumprirá o dever de, ao assumir a causa do cliente, não alterar a verdade dos fatos, nem procrastinar o feito com atos e técnicas processuais, e o Ministério Público atuará de forma materialmente imparcial, sem qualquer arrogância ou insensibilidade.

  9. Não será proibido o trabalho do menor de idade, desde que não dificulte o estudo, a recreação, não levante empecilho à sua dignidade humana. Quem não aprende a trabalhar desde cedo, chega à fase adulta enclausurado nas teias da ociosidade, transformando a vida social num inferno.

  10. Deixará de existir as Emendas Orçamentárias Individuais, acabando com a manipulação do voto do parlamentar, e o malogro das licitações públicas por acordo ilegal entre os concorrentes, principais caminhos para uso indevido da função e do dinheiro públicos.

  11. Os meios de comunicação cumprirão o seu dever social previsto (artigo 221, CRFB) na Constituição Federal, qual seja: preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas e respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

  12. A imprensa será realmente livre, sem o ‘fantasma’ da influência oculta, sem o comando de vampiros a comandar as notícias, daquela assombração que por meio do ‘Poder Econômico’ direciona a apuração e publicação dos fatos, com o fim manipular o povo.

  13. Os meios de comunicação condicionarão o noticiário de crimes, à divulgação de fatos e programas sociais encampados por grupos ou pessoas sinceramente voltadas para a dignificação do ser humano. Para cada período reservado à notícia de crimes, assumirão o compromisso de destacar, por período correspondente, o trabalho digno do homem, em qualquer setor da sociedade.

 

Sim, muitas outras mudanças irão ocorrer. Entretanto, a eficácia delas dependerá da ocorrência destas mudanças paradigmáticas. Sem elas, qualquer proposta nasce morta.

Enfim, o compromisso é do homem, sobretudo em romper com a indiferença global.

Não há progresso sem compromisso social.

Como defende o Papa Francisco[2]: chorar os mortos que ninguém chora; “…despertar das consciências” para combater a “globalização da indiferença“.

 


[1] In Evangelho Segundo o Espiritismo. NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMOM. Capítulo XVI, item 8.
[2] http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/07/papa-francisco-condena-indiferenca-diante-da-morte-de-imigrantes-ilegais.html
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