ESQUECER É SAUDÁVEL — REVISTA SCIENCE

terapia-vidas-passadasDentre os críticos da teoria da reencarnação, existem aqueles que refutam esta Lei pelo fato de não nos recordarmos das vidas anteriores.

Alguns até mesmo sintetizam: “Como sofrer as consequências de algo de que não me lembro, de que não tenho consciência?”

Com todo o respeito que merecem, os que assim afirmam não tem noção de que o esquecimento é prova da misericórdia de Deus.

Na edição 53 de 2007, na revista VIVA SAÚDE — ON LINE, o psiquiatra e psicoterapeuta JOSÉ TOUFIC THOMÉ aponta para o Nosso poder de Esquecer.

Este profissional comentou o estudo divulgado pela Revista SCIENCE. Esta revista, de circulação mundial, aponta para a conclusão de que:

“…o cérebro é capaz de suprimir memórias desagradáveis. Esquecer é um ato fisiológico, saudável”.  

Nós, Espíritas, já tínhamos conhecimento desta realidade, agora comprovada cientificamente.

Até mesmo na medicina, há registros de esquecimento em vítimas do Transtorno de estresse pós-traumático. Pacientes que, por exemplo, passam a sofrer recorrentes pesadelos, mas que não conseguem vinculá-los a outrora tragédia. Somente depois de vários atendimentos, o terapeuta consegue perceber o vínculo com antecedente sequestro, estupro, guerra, etc..

A dor é tão grande que a consciência exporta o evento traumático para o inconsciente, e o sonho é portador do convite à terapia.

Nestes casos, temos a comprovação de que o organismo esquece o evento traumático, para se defender, pois é, no momento, insuportável.

 Ou seja, neste caso se percebe que esquecer é um ato fisiológico saudável. 

Reitere-se: Há muito a Doutrina Espírita assevera que “O esquecimento do passado é uma bênção”.

O pesquisador vai mais longe.

Ele alerta para o fato de que, mais importante do que deletar os eventos traumáticos, o indivíduo deve encará-los sinceramente. O médico sintetiza: estes eventos “nos fortalecem para enfrentar as nossas fragilidades”.

O Espiritismo também esclarece que as criaturas, de uma forma ou de outra, terão de encarar o passado. No entanto, cada qual a seu tempo. As criaturas se encontram em níveis de consciência diferentes. Apesar da consciência de si mesmo, nem todos os espíritos tem condições de enfrentar repentinamente o passado vivo. Este emerge paulatinamente, conforme a capacidade de cada ser vivente em enfrentá-lo.

Já na metade do século passado, André Luiz nos trouxe este esclarecimento, principalmente nas palavras de Clarêncio.

No livro ‘Entre a Terra e o Céu’, Clarêncio assegura:

“…a memória perfeita é o derradeiro altar que instalamos, em definitivo,... É por isso que nossas recordações são fragmentárias”.

“A Lei é sábia”.

“…somente mais tarde, quando o amor e a sabedoria sublimarem a química dos nossos pensamentos, é que conquistaremos a soberana serenidade, capaz de abranger o pretérito em sua feição total”.

Portanto, a Doutrina Espírita é consoladora. Assinala o dever de amparar e ajudar o homem, sobretudo sobre o cuidado em encarar o passado. Nem todos têm condições de fazê-lo imediatamente. E, como filosofia libertadora, tem a função de coadjuvar o individuo neste trabalho interior. E um destes trabalhos é conscientizar a humanidade de que o passado deve ser respeitado, e que não devemos resgatá-lo sem o devido cuidado e zelo, pois o esquecimento é uma benção.

Se os sofrimentos da vida parecem longos, que seria do indivíduo se àqueles fossem acrescidas as lembranças do passado? Quantos homens gostariam de lançar um véu sobre seu passado, como, por exemplo, aqueles que já cumpriram a pena em presídio, mas continuam presos à memória da coletividade, a não lhes conferir nova oportunidade de recomeço?

Como em tudo, Deus sabe o que faz!

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