AUTOESTIMA, PIEDADE E CARIDADE

Fácil entender o motivo de tanta infelicidade, pois é fruto do descuido do homem para com a própria autoestima, não escolhendo cuidadosamente o alimento espiritual, os conceitos que digere inadvertidamente.

Geralmente o homem não percebe os equívocos que fomenta, tornando-se presa fácil de manobras de quem o manipula.

Para o mundo, autoestima, piedade e caridade geralmente se fundamenta em crenças nocivas. A acepção de autoestima normalmente é deturpada, inseparável de triunfo material, ao destaque pessoal como fama, beleza, autoconfiança,  independência financeira. No que se refere à piedade, confunde-na com arrogância, orgulho, desdém.

Não se passa diferente com o significado vulgar de caridade, frequentemente associada com o sentido de esmola e de assistencialismo.

Temas importantes, não raro adulterados pelo homem.

E muitos dizem: não preciso de sua piedade!

Todavia, não há dúvida de que o equilíbrio pessoal se encontra vinculado à saudável autoestima e ao desenvolvimento da piedade. No Evangelho Segundo o Espiritismo constatamos poética afirmação: A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade.

Mas como o Cristão deve encarar autoestima?

Para o Cristão, autoestima não tem nada a ver com desenvoltura pessoal, à independência financeira ou psicológica. Pode até vir acompanhada com alguns destes ingredientes; mas autoestima cristã é a capacidade de descobrir Deus em si mesmo.

Autoestima cristã é a capacidade de enxergar Deus em si mesmo; piedade é o sentimento que leva o indivíduo a encontrar Deus no próximo, principalmente naquele que se encontra marginalizado, desprezado, aflito; caridade, por sua vez, é o combustível que leva o homem a ajudar o aflito, tornando-se um consolador que não se mantém paralisado em lágrimas.

Desprezar-se corresponde a um disparate, porquanto é o mesmo que ofender a Deus. Afinal, somos criaturas divinas!

Autoestima é ter a capacidade de se valorizar independente dos resultados que se alcança. Contudo, se distancia também da indiferença, da negligência, haja vista que se torna criminoso não aproveitar o potencial que Deus conferiu ao homem.

A miopia espiritual tem causado enormes malefícios ao indivíduo. Sabe-se que a deficiência espiritual é a causa de doenças, como artrite; neurose, psicose, câncer, tendo como base a miséria moral.

O pior de tudo é não ser feliz!

A maioria esmagadora da humanidade se encontra doente e viciada; viciada e enclausurada; presa e carente; carente e isolada; isolada e rebelde.

Por outro lado, insegurança nas decisões é fruto da dependência da aprovação alheia; a tristeza pelo fato de não se conquistar sucesso profissional se agrava pela má vontade do indivíduo em não executar com zelo as mínimas tarefas do dia-a-dia.

Ora, o Cristão sincero é aquele que agradece as mínimas oportunidades da vida. É aquele que alimenta, como diz o psiquiatra Augusto Cury: ‘O olhar de prosperidade’.

Todos enfrentam dificuldades, têm seus problemas. O fato é que maioria esmagadora não os assume. E não há caminho para se evitar o mal, salvo o de encarar as próprias fragilidades, reconhecendo as próprias imperfeições.

Quem esconde dos desafios apenas adia a sua solução!

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