ATO VOLUNTÁRIO

“Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. -Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”. – S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.

“Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. – Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderá curar-me. – Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. – Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova”. S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.

Pelas parábolas acima, percebe-se que Jesus usou a mão como símbolo do ‘ato voluntário’, isto é, da atividade daquele que, sem remuneração, dedica parte do seu tempo a uma atividade que, de forma direta ou indireta, beneficia terceiros.

Será que o Mestre dos mestres escolheu esta parte do corpo de forma aleatória?

Ou será que, de forma discreta, fornecera indícios de futura descoberta científica no tocante à fisiologia humana?

“Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”.

O que tem a ver a parábola em epígrafe com caridade? Por que Jesus escolheu a mão?

Há muito a ciência detectou que o cérebro é formado por dois hemisférios. Todavia, que contribuição trouxe a neurociência?

Tudo bem!

No século vinte, a neurociência descobriu que a linguagem, o raciocínio lógico, até mesmo a função mnemônica, bem como a habilidade do cálculo e da análise são funções típicas do hemisfério esquerdo; enquanto que o direito — sede da atividade intuitiva — não usa palavras, mas, sim, a imaginação, o sentimento e o processo de síntese.

Em síntese: o hemisfério esquerdo se mostra como a sede da atividade racional, lógica, da linguagem, do cálculo. O hemisfério direito é a residência do mundo emocional, intuitivo, holístico, criativo.

Por exemplo: sem a ajuda do hemisfério direito, é possível ler a palavra porco, mas não se consegue imaginar o que é isso.

Então, de forma metafórica, Jesus antecipou este atual avanço científico.

Melhor dizendo: a mão direita representaria o lado emocional, intuitivo e vocacional da atuação voluntária, enquanto que a mão esquerda seria o discurso, isto é, a prédica racional, lógica e mensurável.

Quando se decide a fazer o bem, o homem estende a mão direita; mas a prática do amor deve ser incondicional, fruto da intuitiva necessidade de que todos devem fazer a vontade de DEUS, servindo a um interesse maior, sem a preocupação de se divulgar, de calcular a forma e mensurar cada ato de benemerência.

Por fim, vale descrever o que disse a neurocientista americana JILL BOLTE Taylor: “…o lado direito não é apenas o território onde vicejam a criatividade e a intuição, o que já se sabia, mas onde reside a própria salvação”.

Jesus antecipou dezenove séculos a descoberta científica sobre a diferença de funções dos hemisférios cerebrais.

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