FRANCISCO

papa franciso i

Normalmente, esquecemos que somos irmãos, a despeito da posição social, crença religiosa, etc..

Como Cristãos, nem sempre recordamos e muito menos colocamos em prática a proposta de amor profundo e totalmente desinteressado de Jesus.

Todos devem refletir sobre a escolha do papa Francisco, representante do catolicismo. Trata-se de um latino-americano, jesuíta, ardoroso defensor dos menos favorecidos, e com posições políticas definidas.

Sem dúvida que a espiritualidade superior acompanha com grande interesse a missão do papa Francisco. A grave missão de dirigir espiritualmente mais de um bilhão de espíritos encarnados na face da Terra.

Guiar neste período de transição não é fácil, aliás o verdadeiro trabalho missionário nunca conviveu com facilidades.

A despeito de entendimento contrário, entendemos que não é o momento de propor inovações, mas de resgatar a mensagem do Mestre Galileu.

O novo papa é conhecido pela sua simplicidade, pelo contato com os menos favorecidos, por não se beneficiar de sua autoridade. Sempre preparou a própria refeição, utilizou do transporte público, etc.. Postura rara neste momento em que vivemos, onde as autoridades, inclusive religiosas, abusam do poder para atender a exclusivo interesse próprio.

Como Jesuíta, lembramos o trabalho missionário de Emmanuel, na encarnação conhecida de Padre Manuel da Nóbrega, cristão que dedicou sua vida ao nosso país.

Sem dúvida, há um grande planejamento espiritual em curso, e não é difícil perceber que a escolha do novo papa favorecerá este projeto divino.

Devemos refletir sobre o que o Papa disse na Capela Sistina, na frente dos cardeais que o elegeram na véspera:

“A Igreja Católica deve se concentrar no Evangelho de Jesus Cristo, caso contrário, corre o risco de se transformar em uma “ONG piedosa”.
 

Esta assertiva tem que gerar reflexões, sobretudo para nós Espíritas.

A proposta do Mestre Jesus sempre foi a educação, ou seja, a caridade em sua expressão mais profunda. Não podemos esquecer esta proposta de transformação social. E, nesse propósito, não usar a Casa Espírita como palco de satisfação pessoal; o prurido de se idolatrar personalidades; a busca pela aprovação social; o intento de fomentar o assistencialismo e a cura exclusiva do corpo.

Não! Mais uma vez: não!

A meta é a salvação das almas, sem esquecer os desafios do agora.

Missão nobre é o preparo de espíritos para as mudanças planejadas para o planeta, mas ridículo pensar que este trabalho em curso será levado adiante exclusivamente por espíritas.

Oramos para que o novo Papa Francisco encontre inspiração e, sobretudo, forças neste trabalho de transição planetária.

Emmanuel, no Livro A CAMINHO DA LUZ, capítulo XVIII — Os abusos do poder religioso, narra:

“Os apelos do Alto continuaram a solicitar a atenção da Igreja romana em todas as direções. As chamadas “heresias” brotavam por toda parte onde houvesse consciências livres e corações sinceros, mas as autoridades do Catolicismo nunca se mostraram dispostas a receber semelhantes exortações. “Havia terminado, em 1229, a guerra contra os hereges, cujos embates atravessaram o espaço de vinte anos, quando alguns chefes da Igreja consideraram a oportunidade da fundação do tribunal da penitência, cujos projetos de há muito preocupavam o pensamento do Vaticano. Mascarar-se-ia o cometimento com o pretexto da necessidade de unificação religiosa, mas a realidade é que a instituição desejava dilatar o seu vasto domínio sobre as consciências.
“Todavia, se a Inquisição preocupou longamente as autoridades da Igreja, antes da sua fundação, o negro projeto preocupava igualmente o Espaço, onde se aprestaram providências e medidas de renovação educativa.
Por isso, um dos maiores apóstolos de Jesus desceu à carne com o nome de Francisco de Assis. Seu grande e luminoso espírito resplandeceu próximo de Roma, nas regiões da Úmbria desolada. Sua atividade reformista verificou-se sem os atritos próprios da palavra, porque o seu sacerdócio foi o exemplo na pobreza e na mais absoluta humildade. A Igreja, todavia, não entendeu que a lição lhe dizia respeito e, ainda uma vez, não aceitou as dádivas de Jesus.
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