LÁGRIMAS DA ALMA

“Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e revelações sobre-humanas.”.[1]

De início, faz-se necessário ressaltar que grande parte do sofrimento humano decorre da submissão do indivíduo ou de sua rebeldia perante os conflitos e atritos sociais, levando-o a se mostrar indiferente ou desvinculado dos interesses divinos. A dor do homem também pode vir à tona após reflexão consciente e serena, fruto da abnegação, do sacrifício em prol de um ideal ou projeto.

A lágrima pode ser fruto da negligência ou revolta ou do parto de uma criatura nova.

Este capítulo tem como objetivo estudar o mundo emotivo, fazendo um paralelo entre a emoção e o sentimento; procurar saber se eles se equiparam; os efeitos decorrentes da postura emotiva; e, sobretudo, fazer este estudo sob o enfoque da Doutrina Espírita.

O homem é influenciado por estímulos.

Etimologicamente, emoção significa movimento, comoção, “ato de mover”. Derivado de duas palavras latinas: ex, “fora, para fora”, e motio, “movimento, ação”, “comoção” e “gesto”. Assim sendo, emoção é um fenômeno afetivo provocado por um estímulo, reação do indivíduo, sob a influência de certas excitações internas ou externas. Ou melhor, emoção é reação a estímulo mental e/ou orgânico, que pode ser desencadeado por um objeto da realidade exterior ou não.

Um acontecimento, objeto ou pessoa podem ser estímulo para a eclosão de uma emoção. A emoção como reação depende do estado subjetivo em que se encontra a criatura, podendo haver respostas diferentes perante o mesmo agente estressor.

Como foi dito, o homem é influenciado por estímulos. Perigos e obstáculos físicos, agressões externas, violências sociais, levam o sujeito a se defender, a proteger a vida física.

Geralmente, a inabilidade do homem está em conviver com seus conflitos psíquicos.

Por exemplo, o medo é uma emoção básica do ser humano diante de um perigo iminente e desconhecido; a raiva é fruto de um obstáculo a ser vencido, podendo levar à agressão ou violência; a tristeza é a reação pela perda, pela frustração; como a alegria sucede o êxito num empreendimento e o afeto produto do contato físico.

Além destas emoções básicas, podemos citar outras: irritação, nervosismo, ansiedade, atração sexual, etc..

As respostas a estas influências denominam-se de emoção.

Conforme a maturidade, cada indivíduo se projeta no mundo de forma peculiar. Reações reflexas, automáticas, afetivas, intelectivas ou maduras. O que prejudica o homem não são os estímulos íntimos ou externos, mas a forma como o homem lida com eles ou os interpreta.

Neurose é o conceito que se dá a uma reação humana desproporcional ao evento estressor. A depressão é uma tristeza crônica que se prolonga no tempo de forma anormal. É natural a tristeza, por exemplo, perante o óbito de um ente querido. Agora, se ela se prolonga indefinidamente, transforma-se em depressão. O medo, antes normal e até salutar, transmuta-se em pânico. A raiva compreensível pode levar à agressão indesejada. A possibilidade de assalto pode levar o indivíduo a uma Síndrome, contribuindo para isso, por exemplo, a imprensa sensacionalista a provocar o temor de forma neurótica.

Atitudes exacerbadas ou anormais se denominam neuroses ou psicoses, a depender do grau de consciência do estressado. O indivíduo pode reagir como se omitir de forma neurótica.

Emoção e sentimento têm o mesmo significado?

Do ponto de vista científico, não!

Contudo, existe muita divergência quanto à definição de cada um destes termos. Todavia, quase todos os estudiosos concordam que os sentimentos diferem das emoções por serem aqueles mais duradouros e seus reflexos de menor intensidade. Ou melhor, a emoção é passageira e o sentimento perdura no tempo.

Alguns doutrinadores defendem a tese que a distinção acompanha de perto a diferença corpo e mente. No artigo ‘Terapia silenciosa’, o autor faz uma interessante colocação:

“As emoções fazem parte de um sistema integrado de dispositivos inatos e automáticos que visam solucionar os problemas básicos da vida e assegurar o bem-estar do organismo”. Destaque nosso

Desta forma, emoção é uma defesa inata e automática com o fim de satisfazer necessidades íntimas do ser humano. Interessante notar que o conceito de emoção, neste caso, se aproxima à do instinto, uma vez que este tem esta mesma finalidade: reação (reflexa, automática e inata) a um estímulo para protegê-lo e alcançar seu bem-estar fisiológico. Entretanto, quando se fala em emoção se percebe o caráter afetivo e rudimentar grau de consciência.

Instinto seria, então, reação biológica, enquanto a emoção, reação afetiva.

No artigo intitulado “Raiva e Ódio – Emoções Negativas”[2] podemos detectar a tese de que o ódio é um sentimento:

“Enquanto a Raiva seria predominantemente uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento. Paradoxalmente podemos dizer que o ódio é um afeto tão primitivo quanto o amor. Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes, os quais refletem mais ou menos o narcisismo fisiológico que nos faz pensar sermos muito especiais”.

Grande parte dos estudiosos defende a tese de que o sentimento se caracteriza pela durabilidade e racionalidade, a incrementar, digerir ou perpetuar uma reação emocional. Menciona-se, geralmente, o ódio como exemplo de sentimento negativo.

Pela Doutrina Espírita aprendemos que o sentimento se distingue da emoção não só pelo elemento racional ou intelectivo, mas principalmente pelo elemento evolutivo que o envolve. É fruto de reflexão, de uma decisão.

Corroborando este pensamento, o Dr. Samuel Sagan[3]

Porém, o denominador comum de todos os sentimentos é que, o contrário das emoções, eles não ocultam o Self, mas revelam-no. Sentimentos estabelecem um vínculo de vivência com a “pequena chama”, a eterna presença do Self no coração – ao passo que as emoções são sentidas na personalidade superficial, na fachada.

Sentimento difere da emoção para representar uma ação do indivíduo, fruto do livre-arbítrio e reflexão para melhor compreensão e evolução humana. No sentimento acontece a reflexão e filtragem requintada.

A Ciência vem demonstrando que o cérebro límbico é o responsável pelas emoções, ao passo que a região do córtex frontal – não equivalente em macacos – tem como função, dentre outras, a tomada de decisão, tipificando-se, assim, o sentimento como a reflexão em torno dos agentes estressores, monitorando, inclusive, as oportunidades perdidas.

Luiz Gonzaga de Sousa[4] define:

“O sentimento é a face oculta que todos têm dentro de si, que pouco a pouco vai desabrochando quando da substituição das maldades, ou da parte que designa a face inferior que habita dentro do homem, ao se libertar da fase animal na trajetória de vida que se processa.”. (Grifei)

O texto do Evangelho Segundo o Espiritismo relata que o homem primitivo tem instintos e sensações. Quando instruído e depurado tem sentimentos. Em outras palavras, no início reage automaticamente às percepções exteriores (instinto). Tem sensações afetivas quando avançado e corrompido. A emoção, por sua vez é reação afetiva imediata e passageira. Instruído e depurado, desabrocha os sentimentos e, como tal, procura refletir sobre a melhor postura a adotar. Os sentimentos seriam resultado da crítica às percepções ou sensações. Perante uma agressão, o perdão ou o ódio em vez da raiva; diante de um perigo, a coragem substituindo o medo ou pânico; em face de uma ofensa, a compreensão afastando o desprezo; perante a agressão, o ódio que perdura como a melhor resposta ao agente agressor, pelo menos naquele ensejo.

O sentimento seria, então, fruto da reflexão e tomada de decisão.

Por conseguinte, talvez seja equivocado dizer: ‘A raiva é um sentimento natural do ser humano no momento”. Com base na interpretação lógica e sistêmica da Doutrina, a raiva é uma emoção e não um sentimento.

Sentimento já denota evolução, deliberação, por representar o uso da liberdade, da razão.

Em suma: a emoção não é um sentimento.

Podemos defender que o ódio se pode qualificar como paixão?

No Livro dos Espíritos[5], detecta-se que:

  1. Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na Natureza?

Não; a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal. (Grifei)

E, logo abaixo, continua:

Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. …. A paixão propriamente dita é a exagero de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer.

Todavia, em seu significado etimológico e filosófico, paixão se contrapõe à ação: passion e action. Paixão significa sofrer a ação passivamente. Ação é atuar livremente.

Só que não podemos flagrar a vontade na submissão?

Por conseguinte, poderíamos defender a tese de que a paixão seria uma emoção que se cristalizou pela decisão do indivíduo em acalentá-la? O ódio seria, neste caso, a decisão livre em fomentar a raiva, e, como tal, podendo ser qualificado como sentimento pela acomodação a uma emoção cristalizada?  

O ódio é uma paixão, uma reação exacerbada perante o agente estressor. As paixões levam a uma reação afetiva intelectiva anormal perante determinado evento.

Podemos defender a tese de que as paixões representam sinal evidente de consciência do eu, diferenciando-as do instinto ou, como entende grande parte da Ciência, dos instintos ou das emoções? Já não se fala em instinto de sobrevivência, mas em egoísmo; longe do instinto de preservação se encontra o desejo de vingança; bem distante do instinto de preservação o ódio; muito além do instinto de procriação a luxúria.

Pelo exposto, perante determinado estímulo ou sensação, o instinto representa reação biológica; a emoção, reflexo afetivo inconsciente; paixão são reações duradouras e intelectivas a que o indivíduo se acomoda, em cujo rótulo se pode enquadrar grande gama de sentimentos pela decisão em abraçar emoção cristalizada.

Em síntese, o mundo afetivo apresenta reações e ações da criatura humana em prol do crescimento físico e espiritual.

Como demonstra o quadro abaixo:

Podemos defender que as emoções trazem, em si, o gérmen dos sentimentos, e a afetividade é o início para uma prosperidade maior?

No Evangelho Segundo o Espiritismo[6] consta que:

“O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esforçar-se por fazer que prevaleça o que há nele de bom e virtuoso, porquanto, embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual”. (Grifado)

E, no Capítulo XI, continua no item 9:

“Entretanto, por mais que façam, não logram sufocar o gérmen vivaz que Deus lhes depositou nos corações ao criá-los. Esse gérmen se desenvolve e cresce com a moralidade e a inteligência e, embora comprimido amiúde pelo egoísmo, torna-se a fonte das santas e doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho escarpado e árido da existência humana”. (Grifo nosso)

No capítulo 19 do livro Nosso Lar, Laura esclarece sua neta dizendo:

“Amor iluminado não é para qualquer criatura humana”.

E, no capítulo 45, Lísias esclarece André Luiz de que:

“Lá, no círculo terrestre, meu caro, o amor é uma espécie de ouro abafado nas pedras brutas. Tanto o misturam os homens com as necessidades, os desejos e estados inferiores, que raramente se diferenciará a ganga do precioso metal”. (Grifo nosso)

Portanto, não podemos acreditar na esterilidade e no endurecimento do coração humano. Todavia, sem autoconhecimento e aprimoramento interior o homem viverá em incessante miséria psíquica. Quando o homem conquistar a arte de aprimorar os sentimentos em busca do amor real, as emoções e paixões cederão ao nosso interesse transcendental.

Até aprender a usar o potencial íntimo, pela instrução e purificação íntima, o homem continuará a sofrer as influências exteriores a fim alçar vôos maiores.

Sobre a influência que os estímulos exercem, atualmente os que mais afetam o homem são os de natureza social. Como exemplo, pode-se citar o receio do desemprego, a pressão pelo bom desempenho no trabalho, necessidades intermináveis da família, poluição, barulho, etc.. Contudo, a reação natural ou ação esperada perante os conflitos sociais vem se tornando também anormais ou estranhas.

A omissão de uma pessoa, antes considerada criminosa, torna-se pelo costume social, um indiferente penal. Assim, até a pouco tempo uma pessoa deitada no chão requisitava a atenção dos transeuntes para provável ajuda. Como este fenômeno social se tornou normal e aceito na sociedade, até mesmo pela profissionalização da mendicância, a indiferença emotiva da população é fruto da adaptação anestésica individual perante aquele fato social. O que o médico Augusto Cury intitula de ‘fenômeno da psicoadaptação.

Estas posturas mentais alimentadas (ódio, mágoa, ressentimento, indiferença), apesar de aparentemente desprezíveis, envenenam a mente e o organismo, inviabilizando uma vida saudável.

O que provoca no organismo as emoções, paixões e sentimentos?

Se não aferidas com cautela, a vida subjetiva pode marcar negativamente o organismo. Alterações cerebrais, circulatórias e cardiológicas. O coração é o mais afetado emocionalmente. Certamente, este é o motivo de se tomar o coração como centro das emoções (bem aventurado os puros de coração).

Apesar de transitório, o descontrole subjetivo emocional reflete no organismo do indivíduo, podendo ser medida por sensores das reações cerebrais e fisiológicas. Repita-se: A resposta a esses estímulos depende muito da maneira pessoal em interpretá-los e filtrá-los.

Pode-se defender da ‘agressão emocional’ e não se ferir psiquicamente. Se não é possível transformar o meio à nossa volta, podemos preservar o equilíbrio interior e, por conseqüência, a saúde.

Em suma, o mundo emotivo pode e deve ser trabalhado com sabedoria.

O mundo científico vem percebendo a utilidade e eficácia da prática das virtudes para o bem-estar do indivíduo. As pesquisas vêm demonstrando que:

  1. Sentir a Raiva, manifestada ou reprimida, sempre causará danos ao organismo como um todo, física e/ou psiquicamente;
  2. Quanto menos equilíbrio suficiente para conter os instintos e impulsos primários mais o homem se aproxima dos animais;
  3. Qualquer forma de liberação agressiva da raiva, tal com berrar, morder, bater, quebrar, coloca o raivoso em contato com os seus sentimentos e essa atitude não alivia o sentimento. Ao contrário. É provável que a agressão tenha, precisamente, o efeito oposto ao que se pretende. Ao invés de exorcizar a raiva, inflama-a ainda mais.
  4. O importante não é ter a liberdade de expressar a Raiva, e sim ter serenidade e controle suficientes para digerir a raiva.

Está sendo demonstrado que inúmeras patologias decorrem da raiva, ódio, rancor, ressentimento, como hipertensão arterial, arritmias cardíacas, trombose e oclusão das coronárias, infarto do miocárdio.

A serenidade é, destarte, indispensável para o sucesso material e espiritual. O indivíduo não pode se entregar às emoções e às paixões, ou seja, não deve utilizar a mente e o coração como um recipiente para manter lixos ou resíduos mentais inaproveitáveis.

O projeto sonhado pode desmoronar por uma reação emotiva indesejada, fugaz ou prolongada.

Idealmente, o sentimento representa a iniciativa em digerir as reações diárias. Em vez do ódio, o perdão; ao contrário do ressentimento, perdão; esquecer a luxúria em favor do amor verdadeiro.

A psicanálise demonstra que o material rejeitado pelo homem é expulso para o inconsciente, e que, unindo-se a outros também reprimidos, com igual teor emotivo, forma-se o que se denomina “complexo”. Termo utilizado para designar o conjunto de representações mentais com forte carga emotiva, reprimido no inconsciente do indivíduo e que influenciam a vida afetiva.

Vale destacar que o registro das emoções mal digeridas pelo homem é feito não por ordem temporal, e sim pelo conteúdo emocional que a caracteriza. Isto quer dizer que: quanto mais insiste o homem em não reciclar as emoções, mas os efeitos maléficos se concretizam, e que um trauma sofrido na reencarnação passada, como na infância, exerce a mesma influência.

A causa mais freqüente da origem dos complexos são os conflitos, choques e traumas emocionais. O bem-estar ou mal-estar da vida de cada pessoa é influenciado pelos complexos, v.g., complexos de culpa, de inferioridade, etc. Estes irão condicionar a conduta do indivíduo, quase sempre sem que ele perceba.

Se deixarmos a mente ser dominada por frustrações e medos, não brilharemos e as idéias negativas nos escravizarão.

Para o psiquiatra Augusto Cury o desafio do homem é entrar no palco e ser o autor principal, isto é, atuar favoravelmente na vida íntima e social. Não ser um mero expectador na platéia, vítima das misérias emocionais.

O homem continuará enclausurado emocionalmente enquanto continuar reagindo com a raiva incontrolada, alimentando o ódio, o desejo de vingança, bem como sendo dominado pelo pânico e pela ansiedade, mergulhando-se na depressão, na luxúria, na preguiça e na vaidade. Estas vivências íntimas turvam e prejudicam o equilíbrio de uma pessoa, mantendo-a presa, como ensina o Psiquiatra Augusto Cury, no ‘Cárcere da emoção’.

Como dito no capítulo anterior, o indivíduo que apenas reage aos estímulos exteriores sem qualquer ponderação e responsabilidade, torna-se um prisioneiro emocional. Esta postura instintiva de se entregar ás percepções ou sensações “…causarão um impacto no território de nossas emoções”.

O mundo exterior só conseguirá nos levar à falência emocional se, em vez de agir, reagirmos aos fenômenos estressores.

Um bofetão no rosto pode nos ferir a face, mas só nos causará mágoa se o abraçarmos emocionalmente. Perante uma agressão física, podemos reagir com ódio que nos envenena ou com a compreensão ou perdão que nos ilumina. Em outras palavras, o homem costuma se deixar influenciar passivamente pelos eventos exteriores.

Portanto, a lágrima pode representar uma emoção ou paixão mal resolvida (revolta, ódio, rebeldia; frustração de um interesse imoral ou impuro; resíduo de uma mente céptica), ou decorrer de um sentimento manifestado (resignação, aceitação, devotamento, renúncia).

Devemos, enfim, zelar pelo mundo íntimo, evitando que os detritos das emoções possam prejudicar não só a saúde física, como psíquica e espiritual.

A eficácia dos princípios cristãos vem sendo confirmada pelos estudos e pesquisas científicos, destacando a importância das virtudes não só para a harmonia coletiva, mas principalmente para o bem-estar do homem. Ontem, nos gabinetes de filósofos materialistas, Jesus foi novamente crucificado, ao ter sua mensagem qualificada de ‘ética de escravos’, ‘loucura da cruz’ e da ‘doutrina covarde e conformista’. Hoje, os estudos demonstram que os preceitos cristãos levam à saúde psíquica e harmonia espiritual, e escravo é aquele que não domina seu mundo íntimo e permanece preso nos interesses meramente materiais.

Apesar do sofrimento físico, a lágrima de Jesus, na cruz, nasceu da alma, quando desprezamos a Sua mensagem divina. Lágrima da alma.

Mesmo assim, ainda hoje o estado emocional do homem é equivalente à época em que O crucificamos.

No próximo capítulo, por que não procurar as causas da prisão emocional a que o homem se entrega?

Ricardo Vieira Magalhães

Advogado e expositor espírita

[1] Kardec, ALLAN. In O Evangelho segundo o espiritismo / por Allan Kardec; [tradução de Guillon Ribeiro]. – 120.ed. – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2002. p. 282.

[2] Ballone GJ -Raiva e Ódio – Emoções Negativas in. PsiqWeb, Internet – disponível em http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2006

[3] C:\psp\spt\estudo\sentimento e emoção\terapia de vida passadas onde se encara emoções e sentimetnos.htm. Acessado no dia 02 de março de 2008.

[4] http://www.eumed.net/libros/2006a/lgs-etic/2b.htm. Acessado no dia 11 de março de 2008.

[5] Questão 907, de “O Livro dos Espíritos”.

[6] Capítulo 10, item 18

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Sobre Despertar Espiritual

"Desperta-te, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá". Efésios 5:14
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