A FIGUEIRA QUE SECOU

 

 

 

 

“Quando saiam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. — No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até á raiz. – Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. — Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. – Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece”[1].  

 

O Mestre dos mestres foi, sem dúvida, O Pensador de todos os tempos, tanto que dividiu a história. Ensinou de forma estratégica e por argumentos persuasivos. Estimulou o homem a pensar. Em sua vida, ressalta-se a perspicácia e o fato de não fugir de um argumento bom, seja no campo da ética ou da teologia. Sobretudo, sabia cativar os ouvintes.

Há quem não aceite o rótulo de filósofo para o Nazareno. Alega-se que não se pode ser considerado filósofo aquele que se considera em posse da verdade, uma vez que filosofia é movimento, isto é, corresponde a uma busca permanente pelo saber. Apesar de não se considerar de posse da verdade, o Messias, sem dúvida, é o maior expoente dEla aqui na Terra. Todavia, como filósofo ele fomentava a especulação, respeitando a maturidade de cada um.

Conhecia habilmente a arte de argumentar. E utilizou das parábolas para disseminar conhecimentos. Dentre elas, a parábola da figueira comprova a imensa sabedoria de Jesus.

A meta é procurar entendê-la um pouco melhor.

Parábola vem do grego parabole (parabolé), onde “para” significa “ao lado de” e “bole” significa “comparação”. Leva-se à idéia de colocar uma coisa ao lado da outra, para efeito de comparação, como fatos ou acontecimentos possíveis para deduzir, aclarar ou ilustrar, outra realidade como lição.

Trata-se de um instrumento de transmissão de conhecimento por meio de uma narração alegórica, isto é, na exposição de um pensamento sob a forma figurada. A alegoria é o emprego de metáfora que precisa ser interpretado. Ou seja, percebe-se a existência de símbolos, apropriando-se da realidade ou da ficção para induzir outro significado. O “corpo” da parábola é a narrativa expressa, e a “alma” a lição moral decorrente. Um meio muito utilizado por Jesus, que vestia a verdade com adorno, a fim de torná-la mais atraente e/ou acessível à maturidade dos ouvintes. Por exemplo, na parábola do semeador, Cristo ensina que a semente é a “palavra”. Semente é o símbolo, cujo significado literal é um, e totalmente diverso o que decorre da interpretação.

Defende-se que na parábola não se usa pessoas ou eventos reais. Contudo, sem polemizar, percebe-se que este fato ocorreu e dele se obtém grandes ensinamentos. Além do mais, este evento traz é conhecido por “parábola da figueira seca”, ocorrido quando Jesus e os discípulos saíam de Betânia, noticiado no evangelho de Mateus e no de Marcos.

Sabe-se hoje que a metáfora se comunica com os dois lados de nosso cérebro. Num átimo, atinge o lado esquerdo, associado à mente consciente, lógica e racional; e o lado direito, associado à mente inconsciente, intuitiva, criativa, emocional e sábia.

Neste evento, o Mestre revela uma filosofia profunda usando termos como “fome”; “só achou folhas”; “não ser tempo de figos”; “Que ninguém coma de ti fruto algum”; “amaldiçoaste”; “montanha”.

Vamos aventurar no propósito de descobrir a lição evocada na parábola, concorde com os princípios pedagógicos do Mestre dos mestres.

Certamente, Jesus não amaldiçoaria a figueira, mas o símbolo que dela decorre; não usaria seus poderes para matar apenas a fome do corpo; Não exigiria da figueira que produzisse fora do tempo.

Esta passagem evoca uma lição de ordem superior, tanto que é designada por parábola.

Como defendido acima, não se trata de ficção o relatado na parábola da figueira, como os contos de super-heróis. Sim, como os super-heróis, Jesus laborou em prol do interesse público. E, para esse tentame, usou, sim, de poderes e realizou prodígios. Todavia, diferente dos super-heróis, ajudou o homem a desenvolver suas faculdades. Jamais o manteve iludido. Sempre deixou claro: estes poderes nada mais são do que desenvolvimento das faculdades humanas: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas”[2]. Se fosse um vulgar super-herói, em vez de amaldiçoar a figueira, teria usado seus poderes para que ela produzisse figo. Só que, ao contrário, a fonte de alimento secou. Continuaram com fome.

Neste ensejo, Jesus usou seu poder para saciar a fome da alma, não para atender exclusivo interesse próprio, tanto que não transformou pedra em pão no deserto, nem usou de prodígios para descer da cruz, etc.. Pode até ter sentido fome fisiológica, só que se serviu dela para satisfazer uma necessidade maior do homem: o despertar espiritual.

Jesus exigiria o fruto fora do tempo?

Não! Trata-se de uma linguagem figurada: “tempo de figo”. É uma forma de ilustrar, pela analogia, o que se espera da figueira humana: produzir em qualquer época, em qualquer estação, mesmo que as condições não sejam favoráveis. Fazer o bem de forma incondicional.

Faz-se necessário considerar as particularidades do evento. A figueira quando apresenta folhas é sinal de que existam figos. A folhagem leva à presunção de que exista fruto propício ao consumo, salvo se a figueira for estéril. Ora, fora do tempo, no período de dormência, o normal seria a figueira estar desfolhada. Quando não é tempo de figo, ou seja, quando a figueira se encontra praticamente dormente e despida de folhagem, efetua-se a poda. Entretanto, apesar do cenário impróprio, havia exuberância de folhas. Certamente, Jesus observou este fato e deduziu a anomalia da planta.

Então, aproveitou-se dela para acordar o homem.

Jesus, assim, não amaldiçoou a figueira, porquanto não amaldiçoaria a criação divina, seja a figueira estéril, seja o homem improdutivo. O seu trabalho foi erradicar o mal que consiste, acima de tudo, na postura do indivíduo que se condiciona às circunstâncias naturais e às imposições culturais. Ensinou que não terá êxito espiritual aquele que não vencer as limitações, que agir condicionalmente, como a figueira. O homem tem potencial para enfrentar a secura do solo, a tirania dos governos, a injustiça social, as intempéries culturais, bem como “…todas as utopias, todos os sistemas ocos, todas as doutrinas carentes de base sólida”.

Sendo assim, o Messias declarou mal ou funesto o comportamento daquele que só produz em determinadas situações ou condições. Para produzir, o ser humano, ao contrário da figueira, desfruta de livre-arbítrio, de enorme poder da vontade. Ora, os ‘reinos inferiores’ são condicionados ao tempo, às circunstâncias naturais. Esta planta tem função preestabelecida pela natureza, típica à sua espécie. O homem, não. No entanto, no campo científico, muitos defendem a tese de que o homem é fruto do meio.

Sim, sem dúvida, o homem sofre influência do meio. Influência resistível, vencível pelo poder da vontade. Como diz HUBERTO ROHDEN[3]: “Todo mundo é bom no meio de bons. Ser bom no meio dos bons é fácil. Ser livre no meio dos livres é fácil. Isso é para os fracos. Agora quero ver ser bom no meio dos maus; ser livre no meio dos escravos; ser puro no meio dos impuros”. Isto é, produzir fora do tempo favorável. Isso é para os fortes!

Neste ensejo, o Mestre refuta a tese de que o homem é fruto do meio. Muito menos o cristão sincero que, se quiser, enfrenta e vence qualquer adversidade, condicionamento, preconceito cultural, etc.

O potencial do homem é ilimitado. “A essência antecede a existência” ou o contrário? Sem polêmica. Quando o homem quer, nada o detém.

As leis, as normas, os costumes e os tabus representam condicionamentos culturais, que interferem na ação do homem.

Jesus, de forma simbólica, alertou-nos a manter vigilância quanto à obediência, porquanto não desfruta de liberdade aquele que se aprisiona cegamente aos mandamentos, pois verdadeiramente livre é aquele que executa algo pela consciência de que representa o melhor caminho.

Meditemos na seguinte passagem:

“Alguém se aproximou de Jesus e disse: Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna? Jesus respondeu: Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o bom. Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos. O homem perguntou: Quais mandamentos? Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe e ama teu próximo como a ti mesmo. O jovem disse a Jesus: Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta? Jesus respondeu: Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico[4]. (Grifamos)

Não existindo mandamento a exigir a doação dos bens, o Nazareno testou o jovem a fazer algo sem vínculo com o ordenamento jurídico. Tome alguma decisão com liberdade, sem ser obrigado. Um teste de desprendimento: você não é obrigado, mas faria isso para possuir a vida eterna?  

Como é narrado na parábola do bom samaritano. Jesus exemplifica[5]:

“Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; e, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar”.

Se o samaritano estive preocupado apenas com a lei, prestaria o socorro, como hoje qualquer um teria que fazer, sob pena de ser processado por omissão de socorro. No entanto, o samaritano quis ajudar, vez que observa pela narração: moveu-se de ‘íntima compaixão’; ‘atou-lhe as feridas’; ‘cuidou dele’, ‘tudo o que de mais gastares eu to pagarei’.

O homem para conseguir a felicidade deve, sim, cumprir seus deveres. Mas a obediência não a garante. Além do dever, carece o homem de vontade em alcançar a vida eterna, desapegando de tudo o que passageiro.

Que o homem não apenas cumpra o dever, mas o discirna, não se deixando aprisionar. Sobretudo, conquiste a autonomia para exercer sua a função na sociedade.

Citando novamente HUBERTO ROHDEN: “O Dever é escola primária. O querer é universitário do Cristo. Tu és? Quem cumpre os deveres é um discípulo de Moisés; quem vai além dos seus deveres é um discípulo de Jesus”. O dever é a lei; o querer é a liberdade. O dever, não raro, é uma imposição externa. O querer é uma disposição interna.

Em suma, o Cristão verdadeiro não é condicionado, mas opta livre e conscientemente pelo bem. Mesmo que árduo, decide pelo caminho do amor, enfrentando qualquer percalço. “O amor Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”![6]

A ‘montanha’ representa as adversidades, as intempéries de tempo e de lugar, as ordenações humanas, os preconceitos sociais, a tirania governamental, etc.. Tendo fé, o homem consegue produzir fruto além das circunstâncias. A fé é o adubo, o que favorece o desenvolvimento. Tanto é verdade que Jesus demonstrou, na prática, o poder magnético que desfruta o indivíduo. Quando se está convicto no bem, o Cristão consegue vencer as artimanhas do mal.

Analisando detidamente a narrativa evangélica, urge perguntar sobre o significado das frases “…não achou senão folhas”; “…só achou folhas”.

O Messias aproveitou a ocasião para exaltar a importância do bem realizado. Aí, sim, o Messias amaldiçoou, por analogia, a postura hipócrita daquele que só idealiza o bem sem persegui-lo pelo trabalho; que investe na vestimenta, quando o interior está podre; teatraliza virtudes que ainda não conquistou; etc.. O Evangelho Segundo o Espiritismo esclarece que: “São árvores cobertas de folhas, porém, baldas de frutos. Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até a raiz”. O mal da humanidade é a preocupação com o rótulo, esquecendo da essência.

Como está previsto no Evangelho Segundo o Espiritismo[7]: “A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem”.

Representa, também, as instituições infrutíferas, preocupadas apenas com a obediência às leis, aos dogmas, aos mandamentos, aos condicionamentos exteriores. Sim, quando os princípios são institucionalizados, corre-se o risco de fazer algo pelo dever somente, em fidelidade às determinações, sem liberdade.

A figueira é a árvore-símbolo de Israel. Como ilustra bem CHARLES H. SPURGEON[8]:

“A nação prometera a Deus grandes coisas. Enquanto todas as outras nações eram como árvores sem folhas, sem fazer nenhuma profissão de lealdade ao Deus verdadeiro, a nação judaica estava coberta da folhagem da profissão religiosa abundante. Os escribas, os fariseus, os sacerdotes e os anciãos do povo eram defensores rigorosos da letra da lei, e se jactavam de ser adoradores do único Deus e observadores escrupulosos de todas as Suas leis. A raça judaica tornou-se, durante séculos, uma árvore seca; não possuía nada senão a falsa profissão de fé quando Cristo veio, e aquela profissão evidenciou-se incapaz de salvar a cidade santa. Cristo não destruiu a organização religiosa dos judeus; deixou-os como estavam; mas eles se secaram desde a raiz, até à vinda dos romanos que com os machados das suas legiões desfizeram 0 tronco infrutífero”.

Ainda hoje, a religião, como organização humana, se aprisiona ao governo mundano e, não raro, transforma o altar em palanque político, rompendo o liame com Deus e se esquecendo de encaminhar o homem para o bem. Desfruta de estrutura material esplêndida, com construções invejáveis, mas distante do propósito divino. Manipula consciências, não favorece a liberdade de pensar e a dignidade humana.

Como exara o Evangelho: “Segundo o Espiritismo: o dogma da fé cega é que produz hoje o maior número dos incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio”.

A tarefa do homem é produzir, ser útil. A hipocrisia, o supérfluo, o ideal pregado e não vivido, a obediência cega à lei e aos dogmas, a comparação, o julgamento insensato, a crítica irresponsável, as aparência, o puritanismo e o perfeccionismo, a arrogância, são apenas folhas…

E Jesus espera por frutos no ideal do bem.

Que o homem vença o egoísmo, o medo, o orgulho, os obstáculos, as arbitrariedades, como devotamento. Vale mencionar o caso do Padre Kolbe[9]:

“Em 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia. Padre Kolbe foi preso duas vezes. A última e definitiva foi em fevereiro de 1941, quando foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz. Em agosto de 1941, quando um prisioneiro fugiu do campo, como punição foram sorteados e condenados à morte outros dez prisioneiros. Um deles, Francisco Gajowniczek, começou a chorar e, em alta voz, declarou que tinha mulher e filhos. Padre Kolbe, o prisioneiro n. 16.670, solicitou ao comandante para ir em seu lugar e ele concordou. Todos os dez, despidos, ficaram numa pequena, úmida e escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome e sede. Depois de duas semanas, sobreviviam ainda três com padre Kolbe. Então, foram mortos com uma injeção venenosa, para desocupar o lugar. Era o dia 14 de agosto de 1941”.

Pode-se dizer: “…mas isso é burrice. Sacrificar-se por alguém?! Nunca!”. “História de herói é para desenho animado!”

Infelizmente, para grande parte da população, o indivíduo deve se ocupar apenas de si, não admitindo o devotamente, o amor em favor do próximo.

Mas o que fazer: tudo é questão de maturidade.

Reitere-se o que foi dito acima: Jesus não é um super-herói a resolver os problemas do homem, mas o ensina a ser herói. Aquele que decide segui-lo vence qualquer obstáculo em torno do bem. Como ensinou Chico Xavier: “Nem Jesus Cristo, quando veio a Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos”.

E só a ética pode nos ajudar porque não se restringe à obediência. Dela emerge a especulação. É o fomento, o estímulo ao bem, ao amor. O amor pelo amor! O amor verdadeiro e incondicional. É o sobrepujar do amor, mesmo que com lágrimas e suor.

Portanto, obviamente, Jesus não destruiria algo para demonstrar poder. A parábola contém lições profundas, dentre elas, a de que a verdadeira religião não aprisiona, mas favorece o potencial humano. Assim, cumpre ao homem produzir além da estação, manter-se aberto à intuição, sempre meditando as mensagens espirituais. Jamais abraçar os princípios de forma cega; nunca tornar o Evangelho como um código de normas, mas sim como um alicerce da ética.

A parábola da figueira que secou elucida que o alimento mais necessário ao homem é o espiritual. Para conquistá-lo deve enfrentar as intempéries do tempo, produzir incondicionalmente. Somente o amor é eterno.

Ele não amaldiçoou a figueira, uma vez que todas as plantas têm a sua finalidade, pois mesmo a que não produz frutos pode proporcionar a sombra e embelezar o mundo. A figueira, como as demais plantas, existe para servir aos homens e aos animais. Ora, a figueira que Cristo secou foi usada para um fim bem mais elevado, a de nos advertir sobre a necessidade de produzir incondicionalmente, bem como a não aceitar o mal com suas raízes disseminadas na Terra, como a hipocrisia.

Jesus[10] elucidou: “Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz”. Esse é o destino do mal, precário como o tempo. A aparência, o rótulo, a hipocrisia não contribuem para a paz, para o crescimento. A conquista verdadeira é fruto de trabalho sério, semente da vontade persistente, caminho da almejada libertação.

Que o Cristão não espere por privilégios, porquanto como ensina Emmanuel[11]: “Se há crentes aguardando vida fácil, privilégio e favores na Terra, em nome do Evangelho, semelhante atitude deve correr à conta de si mesmos. Jesus não prometeu prerrogativas aos seus continuadores”.

Em poucas palavras, muitos ensinamentos. A sabedoria consiste nisso. Que o leitor releve tantas palavras para entender o que o Mestre ensinou numa simples passagem do cotidiano.

[1]  Marcos, cap. Xl, vv. 12 a 14 e 20 a 23
[2] João, 14: 12.
[3] Huberto Rohden. In www.levir.com.br/salao7.php?num=0216. Acessado no dia 06 de agosto de 2010.
 [4] Mateus 19,16-22
[5] Lucas, 10:25.
[6] 1º Cor. 13, 4-8
[7] Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo A fé transporta Montanhas. Item 9.
[8] SPURGEON, Charles H.. A FIGUEIRA MURCHA. Site: http://www.scribd.com/doc/15028485/A-FIGUEIRA-MURCHA-Charles-H-Spurgeon. Acessado no dia 1º de Julho de 2010.
[9] http://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiliano_Kolbe. Acessado no dia 11 de agosto de 2010.
[10] Mateus, 15:13.
[11] Emmanuel. In Abrigo. Atribulações. Francisco Cândido Xavier. Espírito de Emmanuel. Araras, SP, 1ª Edição, IDE, 1986.
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"Desperta-te, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá". Efésios 5:14
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