FAZER O BEM: UMA QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA…

“Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. -Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”. – S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.
Pela parábola acima, percebe-se que Jesus usou a mão como símbolo do ‘ato voluntário’, isto é, da atividade daquele que, sem remuneração, dedica parte do seu tempo a uma atividade que, de forma direta ou indireta, beneficia terceiros.
Será que o Mestre dos mestres escolheu esta parte do corpo — MÃO — de forma aleatória?
Ou será que, de forma discreta, fornecera indícios de futura descoberta científica no tocante à fisiologia humana?
Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”.
Reitera-se a pergunta: Por que Jesus escolheu a mão? Que papel desempenha a mão na parábola em epígrafe?
Há muito a ciência detectou que o cérebro é formado por dois hemisférios. Até aí tudo bem! Isso não é novidade! 
Todavia, que contribuição trouxe a neurociência?
No século vinte, a neurociência descobriu que a linguagem, o raciocínio lógico, até mesmo a função mnemônica, a habilidade do cálculo e da análise são funções típicas do hemisfério esquerdo;  enquanto que o hemisfério direito — sede da atividade intuitiva — não usa palavras, mas, sim, a imaginação, o sentimento e o processo de síntese.
Em resumo: o hemisfério esquerdo se mostra como a sede da atividade racional,  da linguagem, da lógica e do cálculo. Ao passo que o hemisfério direito é a residência do mundo emocional, intuitivo, holístico, criativo.
 Por exemplo: sem a ajuda do hemisfério direito, é possível ler a palavra porco, mas não se consegue imaginar o que é isso.
Então, de forma metafórica, Jesus antecipou este atual avanço científico.
Melhor dizendo: a mão direita representaria o lado emocional, intuitivo e vocacional da atuação voluntária, enquanto que a mão esquerda seria o discurso, isto é, a prédica racional, lógica e mensurável.
Quando se decide a fazer o bem, o homem estende a mão direita; e esconder este fato da mão esquerda significa que a prática do amor deve ser incondicional, fruto da intuitiva necessidade de que todos devem fazer a vontade de DEUS, servindo a um interesse maior, sem a preocupação de se divulgar, de calcular a forma e mensurar cada ato de benemerência.
Por fim, vale descrever o que disse a neurocientista americana JILL BOLTE[i] Taylor:
…o lado direito não é apenas o território onde vicejam a criatividade e a intuição, o que já se sabia, mas onde reside a própria salvação”.
Jesus antecipou dezenove séculos a descoberta científica sobre a diferença de funções dos hemisférios cerebrais.

[i] A neurocientista americana JILL BOLTE TAYLOR, pesquisadora da Universidade Harvard, acordou na manhã de 10 de dezembro de 1996 com uma forte dor de cabeça. Uma veia havia estourado no lado esquerdo de seu cérebro. O enorme coágulo que se formou, do tamanho de uma bola de pingue-pongue, interrompeu as capacidades associadas a esse hemisfério, como a linguagem e o pensamento lógico. Aos 37 anos, Jill não conseguia falar nem reconhecer a mãe, com quem vivia. O derrame também afetou seus movimentos. Um amigo a levou a tempo para o hospital.
A neurocientista americana contou sua experiência no livro MY STROKE OF INSIGHT (“O derrame da percepção”), lançado nos Estados Unidos. A experiência vivida pela então tem, no entanto, características únicas. Jill faz uma descrição impressionante do que passou em. Conta que, durante o derrame, desapareceram suas preocupações. Uma intensa alegria a dominou. A percepção do mundo físico se transformou. Não distinguia mais os limites de seu corpo nem do que estava à sua volta – era como se as moléculas de todas as coisas se misturassem. Havia apenas um fulgurante campo de energia. Sua mente havia se desconectado do corpo, “como se fosse um gênio deixando a garrafa”. Era o nirvana.
A sensação de bem-aventurança continuou nos anos seguintes, mas graças aos oito anos de tratamento recuperou as antigas capacidades intelectuais – e também os movimentos. Por que se esforçar para voltar a ter aptidões mentais que pouco contribuíram para sua felicidade?
No livro ela conta que sua principal motivação foi a possibilidade de ensinar às pessoas que não é preciso obedecer às vontades do hemisfério esquerdo do cérebro. A felicidade reside no lado direito. É ele que deve assumir o comando. Jill acredita que faz parte de sua missão divulgar ao mundo a boa-nova.
Aprender coisas novas estimula o hemisfério direito do cérebro e nos faz mais criativos, afirma.
A enorme repercussão de seu relato explica-se em boa parte pelo fato de Jill ser uma estudiosa da mente, não uma mística amalucada. Até sofrer o derrame, trabalhava no centro de pesquisas do cérebro de Harvard. Havia escolhido a profissão para tentar ajudar o irmão, que sofre de esquizofrenia. Um de seus campos de estudo era justamente as diferenças dos dois hemisférios do cérebro. Desde o início do século passado, a ciência reconhece essas diferenças.
 
 
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s